Ir al contenido principal

Entradas

Mostrando las entradas de julio, 2026

¿Qué tierra soy?

  ¿Qué tierra soy?  ¿Qué tierra soy, cuando das tu semilla, acaso polvo seco de camino, piedras de superficial desatino o espinas de incesante rencilla? ¿Cuándo seré aquella dócil arcilla, fiel a su Creador, a su destino, al árbol vital, luminoso pino, ante el cual doblo alegre la rodilla? Limpia la tierra de mi corazón, y crezca en mí la semilla divina, palabra íntima de tu perdón.   Y esta campiña que sin ti declina suplique la prenda de salvación, la morada que espero cristalina.

Disminuye

Disminuye Necesario es que yo disminuya, que me retire a la quieta soledad, que de esta trampa mi corazón huya para volver fresco en paz y libertad. Que disminuya ante Cristo como Juan, que mi hombre viejo muera y nazca el nuevo, dejando de una vez el mundano afán, como un pollito el cascarón del huevo. Refresca mi frente, Padre, con tu paz; sin ti soy nada y me cuesta respirar sin tu amor, que me sostiene al caminar. Retira el vinagre, la injuria falaz, y dame la miel para en fin abrazar al hermano que Tú me has querido dar. Comentario:  En este poema hay una referencia a un bello pasaje de la Spe Salvi, de Benedicto XVI, que habla de la oración como un espacio de purificación de las propias pasiones que vuelve al hombre apto para Dios y sus hermanos.  "Agustín se refiere a san Pablo, el cual dice de sí mismo que vive lanzado hacia lo que está por delante (cf. Flp 3,13). Después usa una imagen muy bella para describir este proceso de ensanchamiento y preparación del corazón h...

Não sou profeta

Não sou profeta Não sou profeta nem filho de profeta, mas vaqueiro e cultivador de sicômoros. Não busco agradar com palavras aos homens, mas responder a um chamado do Céu recebido. Foi o Senhor quem me chamou a profetizar e me tirou da paz do rebanho e dos figos, do trabalho duro que apacigua o espírito e torna as mãos do homem calejadas e fortes. A verdade, ainda que dura, o coração liberta, e as provações buscam sempre o bem do homem: sua conversão das mundanas vaidades e seu retorno ao Senhor, amante da vida. Tudo te deixa, pois me deixaste, e ainda não percebes que, sem mim, só a morte colherás no fim desta humana aventura. Mas não deixarei que se perca meu rebelde e amado filho, pois meu Amor por ele não conhece limites: uma Cruz será a triunfante resposta para trazê-lo de volta do humilhante exílio, à Casa Paterna, por mim construída. Cruz que, sobre um monte erguida, abraça redentora a todos os meus filhos... A solidão então não será mais invencível para os que esse abraço com a...

Revolução

Revolução Nos primeiros trinta anos de tua curta vida, poderás dizer que és revolucionário. Depois, os cabelos brancos e a pele enrugada delatarão que deixaste de ser a solução para integrar as filas dos que são o problema. Então, teus sucessores na eterna revolução te pedirão contas pelo que terás construído— com fúria impiedosa, sem misericórdia, sem ver em ti o irmão, o camarada de ardentes armas. Sê, por isso, paciente com os mais velhos, com aqueles que imperfeitamente constroem. Aprende com eles e, quando for possível, corrige— não pelas praças, gritando aos quatro ventos, mas pondo-te ao lado, os ombros despidos ofertando ao andor humano, à procissão serena que as dores e alegrias da história vai conduzindo ao seu cumprimento.