Uma tarde de futebol
Uma tarde fresca e azul de setembro,
vestindo as cores, que em minhas dores lembro,
espera o peito e prepara-se o canto,
e a prece a João de Deus, que é patrono e santo.
Tarde em que o rival não viu a cor da bola,
e os nossos jogadores, de gol sedentos,
pressionaram e atacaram muito atentos,
qual tenaz armada, que as costas assola.
O primeiro dos gols de pênalti veio,
do pé de Cannobio, guerreiro incansável,
que chutou com precissão e nobre anseio.
O segundo, da testada irretocável,
do "Monstro", que acarícia, no embate aéreo,
a bola, que morre enfim na rede amável.

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