O filme Warrior (2011), do diretor Gavin O'Connor, estrelado por Nick Nolte, Tom Hardy e Joel Edgerton, é um filme sobre a reconciliação entre irmãos e com o próprio pai.
Não sou especialista em cinema, mas me parece que a luta esportiva é uma metáfora bela de como são tecidas muitas vezes as relações entre irmãos.
Toda a complexidade do relacionamento dos irmãos Conlon, Tommy (Hardy) e Brendan (Edgerton) é simbolizada pela luta, na qual os dois se encontram, se ferem e ao mesmo tempo se abraçam, reconhecendo no otro não somente um rival, mas um irmão.
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| Os irmãos Conlon, antes da luta |
Cada um chega a esse encontro por caminhos diferentes, ambos sofridos, ambos feitos de quedas, de levantadas, de esperanças e decepções. Compartilham, nesse caminho, a tarefa pendente da reconciliação com o pai problemático, que tenta, ele mesmo, depois de ter cometido muitos erros, se reerguer na vida, superando a dependência ao álcool.
Há alguns dias, conversando com um amigo, que sabe mais de Bíblia que eu, me lembrou a passagem da luta de Jacó com Deus, cujo desfecho é também a Reconciliação.
Neste último caso, trata-se da Reconciliação com Deus, raiz profunda de qualquer outra Reconciliação.
Acredito que cada um de nós, em seus relacionamentos com o próximo, pode experimentar a luta, inclusive com familiares e amigos, com os quais esperaríamos encontros mais pacíficos. O importante é, como leais lutadores, sempre abraçar-se no final, sempre reconstruir de novo, a partir do amor que nos une, lembrando que não há situação, por dramática que seja, que se encontre fora do amor de Deus (Quem nos separará do amor de Cristo?).
O importante é buscar a Reconciliação, de maneira incansável.

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